Já fiz tantas promessas...
Já ouvi outras milhares e acreditei.
Luto pelo que vale a pena
pelo intenso, pelo lúdico.
Gosto do colorido,
de flores, de sol.
Eu fui uma garotinha que chorava muito, por tudo;
principalmente pelas ausências...
Cresci querendo MUITO de tudo, de todos. E isso, na maioria das vezes, não era possível.
Aquela garotinha se prometeu crescer forte e parar de chorar;
timidamente amadureceu e tentou cumprir a promessa velada feita atrás daquele armário de madeira imenso, seu esconderijo preferido para chupar o dedo em paz.
Cresci e realmente parei de chorar em vão. Por perdas ou abandonos. Parei de chorar pelo o que eu não tinha ou pelo que não era meu.
A garotinha ficou esquecida naquele canto e nem sei porque a libertei por esses míseros segundos...
Sei sim... foi para deixá-la chorar um pouquinho, pois ela chora sem culpas, ela chora livre do peso da maturidade, das responsabilidades... ela simplesmente chora.
E confesso que é tão assustador e tão bom ao mesmo tempo deixá-la chorar.
A armadura que a garotinha vestiu; visivelmente a transformou no que ela queria ser; dura, prática e muitos vezes seca. Esse objetivo foi alcançado com muito êxito.
Hoje me reconheço egoísta e egocêntrica; e essa identificação me faz ver o quanto me machuquei sem perceber ao longo dos anos. Ouvi uma vez a seguinte frase: "você tem o dom de destruir o que é bom na sua vida". E entendi o acerto em tão dolorida paisagem.
Hoje, sem precisar de terapia, reconheço meus erros e defeitos. Também todas as minhas qualidades.
A parte que quer sol, luz e flores é da adulta que se dá, ao direito de querer ser somente feliz. De se cobrar menos, sofrer menos. De amar mais.
" Não tenho mais o tempo que passou, mas tenho todo o tempo do mundo..."
Jornalista, produtora , poeta, mãe, mulher e filha... essas "profissões" me definem um pouco... Sejam todos muito bem vindos!!!
sexta-feira, 12 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Amamos PESSOAS !!!
Meu próximo livro (faz mais de 3 anos que está pronto!) além de poesias; é também de CONTOS.
Esse conto foi um dos primeiros que escrevi e isso
foi em 2006! Além de muito ATUAL, ele é a minha singela homenagem aos "FELICIANOS" desse mundo
afora...
Variações
sobre o mesmo tema.
Rosana entrou na sala vazia
e olhando a sua volta, viu que nada mais naquele ambiente lhe era familiar.
Nenhum quadro na parede, nenhum toque pessoal.
O espaço tornara-se amplo e
arejado. Não teve vontade de chorar, não teve vontade de sair. Sentou-se no
chão e com um sorriso no rosto e os olhos fechados relembrou os bons momentos
que viveu naquela casa.
Ela conheceu Marina no Metrô.
Nunca olhara para nenhuma mulher com interesse, jamais pensara em beijar uma
mulher. Os homens até então, tinham preenchido todas as suas lacunas
sentimentais e sexuais. Adorava homens. Idolatrava pênis. Tinha total devoção
ao corpo masculino; pêlos, pernas, mãos, absolutamente tudo em um homem a
seduzia. Não imaginava uma transa sem penetração. Depois das deliciosas
preliminares; com mãos, bocas e brinquedos, nada mais sublime do que um pênis invadindo todo o seu interior.
E João era perfeito nesse
quesito. Ele possuía o pênis mais fantástico que já vira. Era lindo, digno de
fotos. João era seu namorado há um ano e lhe parecia o parceiro ideal; gostavam
das mesmas baladas e curtiam as mesmas taras sexuais. Novidade era o que não
faltava no relacionamento; compravam acessórios, participavam de festinhas com
troca-troca de casais e comiam pipoca no cinema.
Então conheceu Marina. Na troca
de olhares no Metrô, trocaram também telefones. Na semana seguinte trocaram
segredos. Duas semanas depois; se deram prazer. Foi a trepada mais fantástica e
diferente que já vivenciara. Marina era experiente e esperta. Um mês depois
estavam morando juntas.
João não entende até hoje o que
aconteceu e questiona-se como podia Rosana estar transando com alguém que não
tinha pênis.
Rosana, na época tinha 27 anos e
Marina 38, e juntas compartilharam as trepadas mais sensacionais e diferentes.
Transavam em todos os lugares, em todas as posições e a falta do objeto fálico
que Rosana tanto questionava, foi suprida por um vibrador bárbaro. O dia-a-dia
era igual ao de qualquer casal hétero, todas as funções eram divididas; saiam
para trabalhar, encontravam com os amigos e transavam divinamente.
Ficaram dois anos juntas. No
mesmo Metrô, Rosana conheceu Gilberto. Alto, forte, um rosto quadrado de homem rude
e uma mão grande. Adorava mãos de homens; grandes, grossas, firmes. Uma hora
depois estavam transando como loucos desconhecidos na casa dele. Gilberto tinha
um pênis maravilhoso, que aliado às mãos grossas fizeram Rosana gozar
inesquecíveis vezes. Rosana ainda ficou casada com Marina por mais dois meses,
transando diariamente com Gilberto.
Agora estava no apartamento que
dividiu com Marina, no qual compartilharam momentos magníficos e que lhe
pareciam tão distantes. A campainha tocou. Levantou-se do chão, abriu a porta
para o corretor e entregou-lhe as chaves. Parecia uma página virando. Desceu no
elevador com o pensamento distante. Na rua, apressou o passo, queria chegar
logo no Metrô.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Diga só pra mim...
Diga que a vida vai ser sempre assim
E que os bons momentos são feitos de rosas,
Diga que o tempo é apenas engano e que a tristeza
sempre vai embora.
Diga para mim que
O amor não tem fim
Diga só pra mim que
O amor não tem fim.
Será ilusão?
Diga que o destino se diverte assim;
nos promete asas, nos promete o mundo;
que a felicidade escapa pelas mãos;
e que pra alcançá-la se vale tudo.
E que os bons momentos são feitos de rosas,
Diga que o tempo é apenas engano e que a tristeza
sempre vai embora.
Diga para mim que
O amor não tem fim
Diga só pra mim que
O amor não tem fim.
Será ilusão?
Diga que o destino se diverte assim;
nos promete asas, nos promete o mundo;
que a felicidade escapa pelas mãos;
e que pra alcançá-la se vale tudo.
Último tempo
Por que ocorre um gol aos 15 minutos da prorrogação?
Por que as coisas acontecem quando menos esperamos?
Simplesmente porque o jogo não acabou!
Enquanto houver homens em campo, pessoas na batalha diária ou luz no fim do túnel; tudo pode acontecer.
É estranha a sensação de que tudo pode mudar, as situações podem tomar rumos inesperados.
É mágico também.
As dúvidas sobre "os porquês" geralmente giram em torno da contestação do livre arbítrio; afinal nada é por acaso; carmicamente falando...
Surpreendo-me quando fatos inesperados acontecem na minha vida e costumo brincar dizendo que tenho um "Bope de anjos" me resguardando. Porque essa é a única explicação plausível para a bonança que sucede as tempestades.
O melhor é ter a sensação de que nada é definitivo. A vida não se resume a jogarmos cimento em cima das histórias ou dos problemas, e com isso tudo desaparecer por completo.
A vida não se resume a NADA; ela simplesmente está aberta para as inovações, renovações e tentativas.
Quantas vezes chutamos a gol?
Quantas vezes o placar é alterado?
Enquanto houver jogo.
Por que as coisas acontecem quando menos esperamos?
Simplesmente porque o jogo não acabou!
Enquanto houver homens em campo, pessoas na batalha diária ou luz no fim do túnel; tudo pode acontecer.
É estranha a sensação de que tudo pode mudar, as situações podem tomar rumos inesperados.
É mágico também.
As dúvidas sobre "os porquês" geralmente giram em torno da contestação do livre arbítrio; afinal nada é por acaso; carmicamente falando...
Surpreendo-me quando fatos inesperados acontecem na minha vida e costumo brincar dizendo que tenho um "Bope de anjos" me resguardando. Porque essa é a única explicação plausível para a bonança que sucede as tempestades.
O melhor é ter a sensação de que nada é definitivo. A vida não se resume a jogarmos cimento em cima das histórias ou dos problemas, e com isso tudo desaparecer por completo.
A vida não se resume a NADA; ela simplesmente está aberta para as inovações, renovações e tentativas.
Quantas vezes chutamos a gol?
Quantas vezes o placar é alterado?
Enquanto houver jogo.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Inicio da Série: "Poesias do novo livro"
PREVISÕES
Quem ousa
dizer que acabou?
Quem terá a
empáfia de desmentir essa história
ou jogar
flores no túmulo vazio?
Eu não me
atreveria,
não
atormentaria os sábios
e nem
desagradaria os descrentes.
Suas forças
sucumbirão aos desmandos do destino,
do incerto
do surreal
prazer caótico.
Fingirá que
esqueceu
e fracamente
se resguardará das dores,
tormentas
previstas por lei
nas
tempestades implacáveis,
geradas por
esse amor sem igual.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
iniciando 2013...
Sentei-me e dei um longo suspiro...
Tem exatamente UM ano que não vinha aqui, e hoje acordei com uma vontade louca de voltar a escrever para mim... porque é exatamente para isso que esse espaço serve; para eu escrever o que estou sentindo ou pensando.
As redes sociais acabam nos policiando um pouco sobre "o que escrever", na maioria das vezes são compostas por um leque de pessoas "conhecidas" e que não se interessam (ou não nos interessa) pelas nossas fases da vida. Não curto realmente ficar postando sentimentos ou sensações no facebook e aqui tenho a liberdade de escrever o que bem entender; afinal só aparece por aqui quem se interessa realmente por mim.
Ontem li a coluna da Martha Medeiros, no Jornal O Globo, e ela dizia que escrever é a melhor forma de terapia. Escrever para si mesmo é o melhor exorcismo para os males da alma.
E assim; declaro meu retorno a esse lugar que é SÓ MEU!
Hoje vou escrever sobre LUTOS.
O que é realmente o luto? quais são as formas de vivenciá-lo? qual é o tempo de inicio e fim? existe fim para o luto?
São tantas as perguntas, e não vou ser eu a respondê-las... Simplesmente porque não sei respondê-las. Não me julgo capaz de ter certezas sobre um assunto que para mim é tão misterioso. Para mim, são perguntas que jamais vão ter resposta.
Já vivi tantos lutos; passei por alguns sem saber o que estava realmente acontecendo e por muitos outros, ainda permaneço de preto.
São lutos amorosos, outros comerciais, alguns fraternos. São lutos em toda a sua extensão de dor e saudade. São lutos intensos e envoltos numa quarentena que não finda. São lutos.
Sou uma pessoa extremamente dificil de entender. Tenho nuances próprias e na maioria das vezes indescritíveis. Sou complicada, moradora de um mundinho cercado de arame farpado e que só entra de verdade, quem eu permito. Tenho muitos amigos, mas os que têm acesso as áreas restritas são pouquíssimos. Esse meu isolamento faz com que muitas das minhas dores sejam trancafiadas na torre e as mesmas permanecem lá por uma vida inteira, sem ninguém ousar libertá-las.
Tem um episódio que me define muito bem: há alguns anos, fui assistir com meu melhor amigo, Fernando, o filme "A Dona da História", sai do cinema aos prantos e Fernando abismado comigo, sem entender o porquê daquele surto, tentava me consolar pois o filme não pedia lágrimas... a catarse foi porque eu não parava de pensar se realmente tinha feito as escolhas certas para a minha vida. Passaram-se muitos anos desde aquela tarde, eu continuo em catarse e me fazendo as mesmas perguntas; será que fiz as escolhas certas? os caminhos eram os corretos? e se eu tivesse virado a esquerda ao invés da direita? Coisas de geminiana...
Confesso que tenho alguns lutos permanentes, que não me impedem de seguir a minha vida, de sonhar ou fazer planos; mas que atormentam o roteiro do meu filme, da história da qual eu sou a única dona.
Tem exatamente UM ano que não vinha aqui, e hoje acordei com uma vontade louca de voltar a escrever para mim... porque é exatamente para isso que esse espaço serve; para eu escrever o que estou sentindo ou pensando.
As redes sociais acabam nos policiando um pouco sobre "o que escrever", na maioria das vezes são compostas por um leque de pessoas "conhecidas" e que não se interessam (ou não nos interessa) pelas nossas fases da vida. Não curto realmente ficar postando sentimentos ou sensações no facebook e aqui tenho a liberdade de escrever o que bem entender; afinal só aparece por aqui quem se interessa realmente por mim.
Ontem li a coluna da Martha Medeiros, no Jornal O Globo, e ela dizia que escrever é a melhor forma de terapia. Escrever para si mesmo é o melhor exorcismo para os males da alma.
E assim; declaro meu retorno a esse lugar que é SÓ MEU!
Hoje vou escrever sobre LUTOS.
O que é realmente o luto? quais são as formas de vivenciá-lo? qual é o tempo de inicio e fim? existe fim para o luto?
São tantas as perguntas, e não vou ser eu a respondê-las... Simplesmente porque não sei respondê-las. Não me julgo capaz de ter certezas sobre um assunto que para mim é tão misterioso. Para mim, são perguntas que jamais vão ter resposta.
Já vivi tantos lutos; passei por alguns sem saber o que estava realmente acontecendo e por muitos outros, ainda permaneço de preto.
São lutos amorosos, outros comerciais, alguns fraternos. São lutos em toda a sua extensão de dor e saudade. São lutos intensos e envoltos numa quarentena que não finda. São lutos.
Sou uma pessoa extremamente dificil de entender. Tenho nuances próprias e na maioria das vezes indescritíveis. Sou complicada, moradora de um mundinho cercado de arame farpado e que só entra de verdade, quem eu permito. Tenho muitos amigos, mas os que têm acesso as áreas restritas são pouquíssimos. Esse meu isolamento faz com que muitas das minhas dores sejam trancafiadas na torre e as mesmas permanecem lá por uma vida inteira, sem ninguém ousar libertá-las.
Tem um episódio que me define muito bem: há alguns anos, fui assistir com meu melhor amigo, Fernando, o filme "A Dona da História", sai do cinema aos prantos e Fernando abismado comigo, sem entender o porquê daquele surto, tentava me consolar pois o filme não pedia lágrimas... a catarse foi porque eu não parava de pensar se realmente tinha feito as escolhas certas para a minha vida. Passaram-se muitos anos desde aquela tarde, eu continuo em catarse e me fazendo as mesmas perguntas; será que fiz as escolhas certas? os caminhos eram os corretos? e se eu tivesse virado a esquerda ao invés da direita? Coisas de geminiana...
Confesso que tenho alguns lutos permanentes, que não me impedem de seguir a minha vida, de sonhar ou fazer planos; mas que atormentam o roteiro do meu filme, da história da qual eu sou a única dona.
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